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Operação da PF em Mato Grosso investiga grupo criminoso

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Operação da PF em Mato Grosso contra organização criminosa investigada por tráfico internacional.

Operação da PF em Mato Grosso investiga grupo que movimentou R$ 500 milhões

A operação da PF em Mato Grosso integra uma ofensiva nacional contra uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Batizada de Operação Ifrit, a ação começou nesta quarta-feira (4), com participação da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal, em sete estados brasileiros.

Segundo a investigação, o grupo movimentou mais de R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos. Além disso, os integrantes utilizavam empresas de fachada, terceiros e operações comerciais simuladas para esconder a origem e o destino dos recursos.

A operação também mobiliza equipes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina.

Operação da PF em Mato Grosso integra ação em sete estados

As equipes cumprem 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, sendo 25 preventivos e um temporário. A 3ª Vara Federal de Campo Grande autorizou as medidas judiciais.

Ao todo, aproximadamente 450 policiais federais participam das diligências. Além disso, a Receita Federal mobilizou 22 auditores-fiscais e sete analistas tributários.

Em Mato Grosso do Sul, os agentes também realizaram buscas em diferentes endereços de Campo Grande. Enquanto isso, as equipes dos demais estados procuram investigados, documentos, equipamentos e outros elementos relacionados ao esquema.

Investigação aponta tráfico internacional e lavagem de dinheiro

De acordo com a apuração, três irmãos, seus filhos e outros parentes formariam o núcleo de liderança da organização. O grupo teria ligações com integrantes de facções criminosas e atuação na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Os investigadores apontam que a organização obtinha drogas e armas principalmente na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Posteriormente, os integrantes abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais de entorpecentes.

Além do tráfico, a polícia apura possíveis práticas de sequestro, tortura, atentados e homicídios. Segundo a investigação, os criminosos utilizavam armas pesadas, veículos blindados, drones e equipamentos de comunicação para apoiar suas atividades.

Agentes públicos também aparecem entre os investigados

Outro ponto importante da Operação Ifrit envolve a possível participação de agentes públicos. Conforme as informações divulgadas pelas autoridades, policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal aparecem entre os suspeitos de fornecer informações e apoio ao grupo.

As medidas judiciais também determinaram o afastamento de três policiais civis de suas funções. Além disso, a Justiça estabeleceu três medidas de monitoramento eletrônico.

No entanto, as autoridades ainda precisam aprofundar a investigação e analisar as provas. Portanto, os investigados continuam sob a presunção de inocência.

Operação continua com análise de documentos e valores

A investigação financeira identificou movimentações superiores a R$ 500 milhões em contas de investigados, operadores financeiros e empresas que, segundo os investigadores, ajudavam a ocultar recursos.

Dessa forma, a operação busca esclarecer a estrutura financeira e logística da organização. Além disso, a análise dos materiais apreendidos poderá ajudar a polícia a identificar outros envolvidos e compreender a dimensão das atividades criminosas.

Fontes para consulta:

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