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PEC da Segurança Pública é aprovada no Senado

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PEC da Segurança Pública aprovada pelo Senado Federal.

Senado aprova PEC da Segurança Pública com 75 votos favoráveis no segundo turno

O Senado Federal aprovou, na noite de terça-feira (3), a PEC da Segurança Pública em dois turnos de votação. A proposta recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários. O texto estabelece mudanças na organização da segurança pública brasileira e amplia a integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade.

A aprovação ocorreu em Brasília e representa uma nova etapa na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, de iniciativa do Poder Executivo. Além disso, o texto fortalece o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que passa a ter previsão expressa na Constituição Federal.

O que muda com a PEC da Segurança Pública

Entre os principais pontos da PEC da Segurança Pública está a inclusão do Susp na Constituição. Dessa forma, a proposta busca ampliar a cooperação entre os órgãos responsáveis pela prevenção e pelo enfrentamento da criminalidade.

O texto também estabelece medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares. Entre elas estão regras específicas para o cumprimento de penas em unidades de segurança máxima, restrições à progressão de regime e possibilidade de confisco de bens relacionados a atividades criminosas.

Além disso, a proposta amplia as atribuições da Polícia Federal no combate às organizações criminosas e aos crimes ambientais. Já a Polícia Rodoviária Federal poderá atuar também no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.

Outro ponto prevê a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, desde que as cidades atendam aos critérios estabelecidos no texto constitucional.

Redução da maioridade penal ficou fora da votação principal

Durante a sessão, a redução da maioridade penal provocou divergências entre os senadores. Duas emendas apresentadas ao texto tratavam da possibilidade de reduzir a idade de responsabilização penal de 18 para 16 anos, com diferenças sobre os crimes abrangidos.

No entanto, o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), defendeu que o assunto fosse discutido separadamente, por considerar que a questão exige uma análise própria.

O Plenário aprovou o desmembramento das emendas por 38 votos a 36. Com isso, a redução da maioridade penal não entrou no texto principal da PEC da Segurança Pública.

Enquanto senadores favoráveis à mudança defenderam a votação das emendas, outros parlamentares argumentaram que a proposta precisava manter o foco na reorganização das instituições e no combate ao crime organizado.

Financiamento e integração entre as forças de segurança

A proposta também estabelece mecanismos para proteger recursos destinados à segurança pública. Entre os fundos contemplados estão o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e o fundo voltado ao aparelhamento das atividades da Polícia Federal.

Além disso, o texto prevê a destinação de parte do superávit financeiro do Fundo Social do Pré-Sal para financiar ações do setor.

Com essas mudanças, a PEC pretende ampliar a capacidade de planejamento e cooperação entre os governos. Entretanto, a aplicação das novas regras dependerá da regulamentação e da organização dos órgãos envolvidos.

Próximos passos da proposta

Após a aprovação no Senado, a proposta segue para as etapas institucionais previstas em sua tramitação. O texto aprovado incorpora mudanças relacionadas à estrutura e ao financiamento da segurança pública, enquanto as discussões sobre maioridade penal continuam em propostas separadas.

Assim, a votação abre uma nova etapa no debate nacional sobre segurança pública. Ao mesmo tempo, a implementação das medidas deverá mostrar como a integração entre os governos e as forças policiais será organizada na prática.

Fontes para consulta

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